Impulsionadas pela transformação digital, as redes corporativas deixaram de ser simplesmente "alguns cabos conectando computadores". Com a proliferação de dispositivos IoT, a migração de serviços para a nuvem e a crescente adoção do trabalho remoto, o tráfego de rede explodiu, como o trânsito em uma rodovia. No entanto, esse aumento repentino no tráfego também apresenta desafios: ferramentas de segurança não conseguem capturar dados críticos, sistemas de monitoramento são sobrecarregados por informações redundantes e ameaças ocultas em tráfego criptografado passam despercebidas. É aí que entra em cena o "mordomo invisível" chamado Network Packet Broker (NPB). Atuando como uma ponte inteligente entre o tráfego de rede e as ferramentas de monitoramento, ele gerencia o fluxo caótico de tráfego em toda a rede, fornecendo com precisão os dados necessários às ferramentas de monitoramento e ajudando as empresas a resolver os desafios de rede "invisíveis e inacessíveis". Hoje, vamos fornecer uma compreensão abrangente desse papel fundamental nas operações e na manutenção de redes.
1. Por que as empresas estão buscando NPBs agora? — A "Necessidade de Visibilidade" de Redes Complexas
Considere o seguinte: quando sua rede executa centenas de dispositivos IoT, centenas de servidores em nuvem e funcionários acessando-a remotamente de diversos lugares, como você pode garantir que nenhum tráfego malicioso se infiltre? Como você pode determinar quais links estão congestionados e prejudicando as operações comerciais?
Os métodos tradicionais de monitoramento têm se mostrado inadequados há muito tempo: ou as ferramentas de monitoramento só conseguem se concentrar em segmentos de tráfego específicos, deixando de fora nós importantes; ou repassam todo o tráfego para a ferramenta de uma só vez, impedindo-a de processar as informações e comprometendo a eficiência da análise. Além disso, com mais de 70% do tráfego agora criptografado, as ferramentas tradicionais são completamente incapazes de decifrar seu conteúdo.
O surgimento dos NPBs (Network Pages) resolve o problema da "falta de visibilidade da rede". Eles se posicionam entre os pontos de entrada do tráfego e as ferramentas de monitoramento, agregando o tráfego disperso, filtrando dados redundantes e, por fim, distribuindo o tráfego preciso para IDS (Sistemas de Detecção de Intrusão), SIEMs (Plataformas de Gerenciamento de Informações de Segurança), ferramentas de análise de desempenho e muito mais. Isso garante que as ferramentas de monitoramento não fiquem sobrecarregadas nem com falta de recursos. Os NPBs também podem descriptografar e criptografar o tráfego, protegendo dados sensíveis e fornecendo às empresas uma visão clara do status de sua rede.
Pode-se afirmar que, atualmente, sempre que uma empresa tiver necessidades de segurança de rede, otimização de desempenho ou conformidade, o NPB tornou-se um componente essencial e indispensável.
O que é NPB? — Uma análise simples da arquitetura às principais funcionalidades
Muitas pessoas acreditam que o termo "corretor de pacotes" (NPB, na sigla em inglês) apresenta uma alta barreira técnica de entrada. No entanto, uma analogia mais acessível é usar um "centro de triagem de entregas expressas": o tráfego de rede são as "encomendas expressas", o NPB é o "centro de triagem" e a ferramenta de monitoramento é o "ponto de recebimento". A função do NPB é agregar pacotes dispersos (agregação), remover pacotes inválidos (filtragem) e classificá-los por endereço (distribuição). Ele também pode desempacotar e inspecionar pacotes especiais (descriptografia) e remover informações privadas (processamento) — todo o processo é eficiente e preciso.
1. Primeiro, vamos analisar o "esqueleto" do NPB: três módulos arquitetônicos principais.
O fluxo de trabalho do NPB depende inteiramente da colaboração desses três módulos; nenhum deles pode estar ausente:
○Módulo de Acesso ao TráfegoÉ equivalente à "porta de entrega expressa" e é usada especificamente para receber tráfego de rede da porta espelho do switch (SPAN) ou do splitter (TAP). Independentemente de ser tráfego de um link físico ou de uma rede virtual, ele pode ser coletado de forma unificada.
○Motor de processamentoEste é o "cérebro central do centro de triagem" e é responsável pelo "processamento" mais crítico - como mesclar tráfego de múltiplos links (agregação), filtrar tráfego de um determinado tipo de IP (filtragem), copiar o mesmo tráfego e enviá-lo para diferentes ferramentas (cópia), descriptografar tráfego criptografado por SSL/TLS (descriptografia), etc. Todas as "operações minuciosas" são concluídas aqui.
○Módulo de DistribuiçãoÉ como um "mensageiro" que distribui com precisão o tráfego processado para as ferramentas de monitoramento correspondentes e também pode realizar balanceamento de carga - por exemplo, se uma ferramenta de análise de desempenho estiver muito ocupada, parte do tráfego será distribuída para a ferramenta de backup para evitar sobrecarregar uma única ferramenta.
2. "Capacidades Essenciais" da NPB: 12 funções principais resolvem 90% dos problemas de rede.
O NPB possui muitas funções, mas vamos nos concentrar nas mais utilizadas pelas empresas. Cada uma delas corresponde a um problema prático:
○Replicação/Agregação e Filtragem de TráfegoPor exemplo, se uma empresa possui 10 links de rede, o NPB primeiro consolida o tráfego dos 10 links, depois filtra os "pacotes de dados duplicados" e o "tráfego irrelevante" (como o tráfego de funcionários assistindo a vídeos) e envia apenas o tráfego relacionado aos negócios para a ferramenta de monitoramento, melhorando diretamente a eficiência em 300%.
○Decriptação SSL/TLSAtualmente, muitos ataques maliciosos estão ocultos no tráfego criptografado HTTPS. O NPB consegue descriptografar esse tráfego com segurança, permitindo que ferramentas como IDS e IPS "enxerguem" o conteúdo criptografado e identifiquem ameaças ocultas, como links de phishing e códigos maliciosos.
○Mascaramento/Dessensibilização de DadosSe o tráfego contiver informações sensíveis, como números de cartão de crédito e números de segurança social, o NPB irá automaticamente "apagar" essas informações antes de enviá-las para a ferramenta de monitoramento. Isso não afetará a análise da ferramenta, mas também estará em conformidade com os requisitos PCI-DSS (conformidade de pagamento) e HIPAA (conformidade de saúde) para evitar vazamento de dados.
○Balanceamento de carga + FailoverSe uma empresa possui três ferramentas SIEM, o NPB distribuirá o tráfego uniformemente entre elas para evitar que qualquer uma fique sobrecarregada. Caso uma ferramenta falhe, o NPB redirecionará imediatamente o tráfego para a ferramenta de backup, garantindo o monitoramento ininterrupto. Isso é especialmente importante para setores como o financeiro e o da saúde, onde o tempo de inatividade é inaceitável.
○Término do túnelVXLAN, GRE e outros "Protocolos de Túnel" são agora comumente usados em redes em nuvem. As ferramentas tradicionais não conseguem interpretar esses protocolos. O NPB pode "desmontar" esses túneis e extrair o tráfego real interno, permitindo que as ferramentas antigas processem o tráfego em ambientes de nuvem.
A combinação dessas funcionalidades permite que o NPB não apenas "enxergue através" do tráfego criptografado, mas também "proteja" dados sensíveis e "se adapte" a diversos ambientes de rede complexos – é por isso que ele pode se tornar um componente essencial.
III. Onde o NPB é utilizado? — Cinco cenários principais que abordam necessidades reais das empresas
O NPB não é uma ferramenta universal; em vez disso, adapta-se de forma flexível a diferentes cenários. Seja um centro de dados, uma rede 5G ou um ambiente de nuvem, ele encontra aplicações precisas. Vejamos alguns casos típicos para ilustrar esse ponto:
1. Centro de dados: a chave para monitorar o tráfego leste-oeste
Os data centers tradicionais focam-se exclusivamente no tráfego norte-sul (tráfego dos servidores para o mundo exterior). No entanto, em data centers virtualizados, 80% do tráfego é leste-oeste (tráfego entre máquinas virtuais), algo que as ferramentas tradicionais simplesmente não conseguem capturar. É aqui que os NPBs (Network Protocols) se tornam úteis:
Por exemplo, uma grande empresa de internet usa o VMware para construir um data center virtualizado. O NPB é integrado diretamente ao vSphere (plataforma de gerenciamento do VMware) para capturar com precisão o tráfego leste-oeste entre máquinas virtuais e distribuí-lo para IDS e ferramentas de desempenho. Isso não apenas elimina os "pontos cegos de monitoramento", mas também aumenta a eficiência das ferramentas em 40% por meio da filtragem de tráfego, reduzindo diretamente pela metade o tempo médio de reparo (MTTR) do data center.
Além disso, a NPB pode monitorar a carga do servidor e garantir que os dados de pagamento estejam em conformidade com o PCI-DSS, tornando-se um "requisito essencial de operação e manutenção" para data centers.
2. Ambiente SDN/NFV: Funções flexíveis adaptando-se às redes definidas por software
Muitas empresas agora utilizam SDN (Redes Definidas por Software) ou NFV (Virtualização de Funções de Rede). As redes não são mais hardware fixo, mas sim serviços de software flexíveis. Isso exige que os provedores de serviços de rede (NPBs) se tornem mais flexíveis:
Por exemplo, uma universidade utiliza SDN para implementar o programa "Traga Seu Próprio Dispositivo" (BYOD), permitindo que alunos e professores se conectem à rede do campus usando seus celulares e computadores. O NPB é integrado a um controlador SDN (como o OpenDaylight) para garantir o isolamento do tráfego entre as áreas de ensino e administrativas, distribuindo-o com precisão de cada área para as ferramentas de monitoramento. Essa abordagem não afeta o uso por alunos e professores e permite a detecção oportuna de conexões anômalas, como acessos provenientes de endereços IP maliciosos fora do campus.
O mesmo se aplica a ambientes NFV. O NPB pode monitorar o tráfego de firewalls virtuais (vFWs) e balanceadores de carga virtuais (vLBs) para garantir o desempenho estável desses "dispositivos de software", o que é muito mais flexível do que o monitoramento de hardware tradicional.
3. Redes 5G: Gerenciando tráfego fatiado e nós de borda
As principais características do 5G são "alta velocidade, baixa latência e grandes conexões", mas isso também traz novos desafios para o monitoramento: por exemplo, a tecnologia de "fatiamento de rede" do 5G pode dividir a mesma rede física em múltiplas redes lógicas (por exemplo, uma fatia de baixa latência para direção autônoma e uma fatia de grande capacidade de conexão para IoT), e o tráfego em cada fatia deve ser monitorado independentemente.
Uma operadora utilizou NPB para resolver esse problema: ela implementou monitoramento NPB independente para cada fatia de rede 5G, o que permite não apenas visualizar a latência e a taxa de transferência de cada fatia em tempo real, mas também interceptar tráfego anormal (como acesso não autorizado entre fatias) em tempo hábil, garantindo os requisitos de baixa latência de negócios essenciais, como a condução autônoma.
Além disso, os nós de computação de borda 5G estão espalhados por todo o país, e a NPB também pode fornecer uma "versão leve" que é implantada nos nós de borda para monitorar o tráfego distribuído e evitar atrasos causados pela transmissão de dados de ida e volta.
4. Ambiente de Nuvem/TI Híbrida: Superando as Barreiras do Monitoramento de Nuvem Pública e Privada
Atualmente, a maioria das empresas utiliza uma arquitetura de nuvem híbrida — algumas operações residem na Alibaba Cloud ou na Tencent Cloud (nuvens públicas), outras em suas próprias nuvens privadas e outras ainda em servidores locais. Nesse cenário, o tráfego fica disperso por vários ambientes, o que facilita a interrupção do monitoramento.
O China Minsheng Bank utiliza o NPB para solucionar esse problema: sua empresa utiliza Kubernetes para implantação em contêineres. O NPB consegue capturar diretamente o tráfego entre contêineres (Pods) e correlacionar o tráfego entre servidores em nuvem e nuvens privadas para formar um "monitoramento de ponta a ponta" — independentemente de a empresa estar em uma nuvem pública ou privada, sempre que houver um problema de desempenho, a equipe de operação e manutenção pode usar os dados de tráfego do NPB para localizar rapidamente se o problema está nas chamadas entre contêineres ou na congestão do link de nuvem, melhorando a eficiência do diagnóstico em 60%.
Para nuvens públicas multi-inquilino, o NPB também pode garantir o isolamento do tráfego entre diferentes empresas, evitar vazamento de dados e atender aos requisitos de conformidade do setor financeiro.
Em conclusão: o NPB não é uma “opção”, mas sim uma “necessidade”.
Após analisar esses cenários, você perceberá que o NPB deixou de ser uma tecnologia de nicho e se tornou uma ferramenta padrão para empresas lidarem com redes complexas. De data centers ao 5G, de nuvens privadas à TI híbrida, o NPB pode desempenhar um papel fundamental sempre que houver necessidade de visibilidade da rede.
Com a crescente prevalência de IA e computação de borda, o tráfego de rede se tornará ainda mais complexo e as capacidades de NPB (Network Protection Bureau - Políticas de Rede Anormal) serão aprimoradas (por exemplo, usando IA para identificar automaticamente tráfego anormal e permitindo uma adaptação mais leve aos nós de borda). Para as empresas, compreender e implementar NPBs desde o início as ajudará a assumir a liderança em suas redes e evitar contratempos em sua transformação digital.
Você já enfrentou desafios de monitoramento de rede em seu setor? Por exemplo, não consegue visualizar tráfego criptografado ou o monitoramento de nuvem híbrida é interrompido? Compartilhe suas ideias na seção de comentários e vamos explorar soluções juntos.
Data da publicação: 23/09/2025

